sexta-feira, novembro 3


Ilusão, ordinária ilusão,
o vulto que meu corpo produz,
iluminado por um raio de luz
espelhando a minha solidão.
Espectro vertido no chão,
Me acompanha por todo o lado,
Haja um pouco de claridade
Desde a minha tenra idade
Até eu já ser curvado.
Também se curva perante mim,
Como uma peça de setim
Se curva num verde prado.
Se é espectro vertido no chão,
que fantasma se espelha na água?
Será alegria ou será mágoa,
Que treme na ondulação?

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