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"O homem não é julgado pelas suas opiniões, mas pelos seus actos" Samuel-David Luzzato
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Ditados populares são, na sua maioria, criados por alguém que na sua própria experiência, ou na experiência de outrem, sintetizou para uma frase uma determinada situação para seguir com exemplo, essas frases também devem ser construídas com palavras de fácil memorização, para mais tarde recordar... Só que os ditados são como a bíblia, estáticos, contraditórios e não sofrem do processo evolutivo, precisando ser interpretados como encaixe numa determinada siuação, para que assim recebam algum valor veridico.
Eu por vezes fico pendurado quando tenho algo para fazer, quando alguém me diz:
"Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje"
então quase decidido a executar a tarefa , que se torna complicada oiço outra voz:
"depressa e bem, não há quem"
bem, realmente vou ter calma e pensar antes de executar:
"quem muito pensa pouco acerta"
sem duvida, este trabalho é para ser feito, e tenho um timing a cuprir:
"Roma e Pavia não se fizeram num dia"
duvidas acercam-se de mim e ou faço pouco e bem ou muito e imperfeito:
"mais vale um pássaro na mão que dois a voar"
decidido pela máxima qualidade da minha tarefa, demorei nos pormenores:
"Tempo é dinheiro"
como a primeira obra correu bem, resolvi acelerar:
"quem tudo quer, tudo perde"
claro que os trabalhos seguintes, não contemplaram do requinte do primeiro:
"não há bela sem senão"
sinto-me cansadíssimo e preciso descansar, para recomeçar de novo:
"quem muito dorme pouco aprende"
apenas dormi algumas horas, a inquietude de ter algo para concluir atormenta-me:
"a vida são dois dias, o Carnaval são três"
claro, vou beber um cafezinho descansado, e desanuviar o stress:
"dos fracos não reza a história"
meu Deus, ajuda-me a acabar esta tarefa:
"Vozes de burro não chegam ao céu"
corra por onde correr, vou conseguir ter sucesso:
"água mole em pedra dura, tanto bate até que fura"
...
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Mentes que fogem, mentes que mentem,
mentiras sem fuga por fugas que tentem.
Tentativas insanas, mentes medianas.
Sábios que fogem, sábios que perdem,
perdidos sabendo para o lado que pendem.
Sábios que por sãos, passam por vãos.
Pobres que fogem, verdades reais,
insano divagar de seres banais.
E eu por viver divago sem saber, minto por querer,
querendo ser pobre, passo a ser nobre.
Se pedem não dou, se querem não vou,
queria antes ser rico, que perder o que sou.
Encho-me de verdade,
por saber e por mentir,
é a minha insanidade
que consigo resistir.
Pessoas sem mentiras não encaram a verdade,
mentir é ser são, verdade é insanidade.
Minto por prazer,
prezo a verdade,
serei insano por mentir?
Ou são por fugir?
Continuo a divagar...
Pelas mentes que fugiram, pelas mentes que mentiram,
pelos sábios que perderam, pelos pobres que nasceram,
pelas mentiras que escondemos, pelas verdades que sabemos.
Neste leito de verdade,
declaro a minha insanidade...
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após realizar uma pesquisa com base em literatura e conversas com pessoas de quadrantes tão diferentes como científicos, empíricos, religiosos e outros ignorantes nesta matéria, resolvi falar aqui sobre um assunto que me fascina extraordinariamente, a presença do infinito...
O infinito está em tudo presente na nossa existencia, e nós, enquanto seres com capacidades intelectuais, sabemos reconhece-lo, embora esse reconhecimento ser fustigado pela incapacidade de imagina-lo. Muito simples, todos sabemos que o tempo não tem fim, nem teve inicio, não falo da nossa existencia mas do tempo por si só, ou seja, o tempo é facilmente identificado como infinito, mas, ao tentarmos imaginar que o tempo nunca teve um inicio para a ação se desenrolar, nem nunca chegará a um fim, ficamos um pouco confusos, ora, se tivesse fim e o cronometro entrasse em pausa, ou stop, essa mesma pausa também ocupa tempo, fariamos a seguinte pergunta, se o tempo parou, quanto tempo vai estar parado? Também podemos aplicar a mesma lógica para o espaço, não o espaço da conhecida ficção cientifica, mas sim o espaço enquanto localização, sabemos que se viajarmos num determinado sentido, sem nunca passar duas vezes no mesmo local, nunca chegaremos a um fim, mesmo que vivessemos para sempre, porque a existir um fim, ficamos com a seguinte pergunta por responder, se aqui é o fim, que será do outro lado?
foi então que cheguei a uma conclusão, nunca uma entidade limitada pelo tempo e pelo espaço que ocupa, poderá imaginar o infinito, porque temos limitações, tal como o infinito no seu todo ( contradição ), poderá entender a limitação, por ser absoluto.
Mas faz-me realmente muita confusão, tenho de por mais tabaco nisto :)
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Enviei um beijo pelo vento, quando lhe disse pra kem era, o vento pediu-me mil...
...soprando uma nuvem chovendo,
para eu o ver chorar,
o vento voltou hoje, perdeu meu beijo no ar.
Nem leve brisa nem furacão te puderam tocar...
Desisti do vento e pedi ao fogo, kuando lhe disse quem era,
agradeceu a confiança que nele vejo.
Não é confiança mas sim desejo...
Voltou o fogo quase apagado,
pelas lágrimas de tanto chorar,
ao ver a tua chama e não estar no meu lugar.
Meu beijo virou brasa, até se apagar...
Água por favor, apaga minha mágoa,
leva minha dor em forma de beijo,
entrega aquela flor que faz tempo não vejo...
A água voltou e dela bebi,
senti no meu peito a angústia que sofreu,
nasceu no meu olho e no meu lábio morreu.
Ela que não chora mas que faz chorar,
decidi que meu beijo vou eu entregar...
Pedi à terra para me guiar, eu tenho a vontade mas falta-me coragem,
depois de três beijos sairem frustrados, será que também eu ficarei à margem?
a terra me diz que depende de mim, que me pode mostrar o caminho,
a água me diz que se fosse assim, nunca me faria chorar sozinho,
o fogo garante que me ilumina e o vento que me leva à bolina.
E os quatro cantam em cada esquina:
" ...Se o teu beijo é a tua vontade
como aguentas tamanha saudade..."
Galeria: Momentos intro... à(s) 06:46 4 comentários